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Blog do Professor Walter Vicioni Gonçalves

Sou membro da Academia Paulista de Educação

santa casa

Gostaria de compartilhar com vocês que, recentemente, fui eleito – por unanimidade de votos – para ocupar a cadeira número 36 da Academia Paulista de Educação.
O site da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da qual sou membro do Conselho Curador, também divulgou a notícia em destaque no seu site.

Agradeço a todos pela oportunidade que me foi dada e pela confiança em mim depositada para tal ofício.

3
set 2018
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Gostaria de compartilhar com vocês que, recentemente, fui eleito – por unanimidade de votos – para ocupar a cadeira número 36 da Academia Paulista de Educação.O site da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, da qual sou membro do Conselho Curador, também divulgou a notícia em destaque no seu site.Agradeço a todos pela oportunidade que me foi dada e pela confiança em mim depositada para tal ofício.

Obstáculos para preparar profissionais para os novos empregos

“Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras”
Anísio Teixeira, educador e escritor, em 15/04/1958

Para artigo- porf WalterAtualmente, é fundamental que a indústria brasileira incorpore novas tecnologias em seus processos de produção, para aumentar sua capacidade de competir numa economia globalizada. Para tal incorporação, a formação de profissionais com novos perfis é essencial, mas encontra vários problemas que precisam ser urgentemente superados.
Os obstáculos começam em âmbito governamental. Um deles é a existência do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, do Ministério da Educação, que define a oferta do ensino técnico.
Se uma instituição quiser criar um novo curso, precisa encaminhá-lo ao Ministério de Educação, que recebe propostas periodicamente. Cada solicitação é submetida à apreciação de um Comitê e encaminhada ao Conselho Nacional de Educação, para emissão de parecer, a ser homologado pelo Ministro da Educação e, posteriormente, publicado na forma de resolução.
Dessa forma, o MEC impõe uma burocracia inimaginável numa realidade dinâmica e que exige rápida criação, revisão e atualização dos cursos. Ao invés de facilitar a adequação da oferta de cursos técnicos, as normas vigentes colocam obstáculos e atrasam iniciativas para que as empresas tenham os profissionais com perfil adequado.
Mas há um outro obstáculo ainda mais sério. A formação profissional só cumprirá sua missão, de preparar os profissionais com oportunidades de emprego, se for alicerçada numa sólida Educação Básica. Leia Mais…

20
jul 2018
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“Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras”Anísio Teixeira, educador e escritor, em 15/04/1958Atualmente, é fundamental que a indústria brasileira incorpore novas tecnologias em seus processos de produção, para aumentar sua capacidade de competir numa economia globalizada. Para tal incorporação, a formação de profissionais com novos perfis é essencial, mas encontra vários problemas que precisam ser urgentemente superados.Os obstáculos começam em âmbito governamental. Um deles é a existência do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, do Ministério da Educação, que define a oferta do ensino técnico.Se uma instituição quiser criar um novo curso, precisa encaminhá-lo ao Ministério de Educação, que recebe propostas periodicamente. Cada solicitação é submetida à apreciação de um Comitê e encaminhada ao Conselho Nacional de Educação, para emissão de parecer, a ser homologado pelo Ministro da Educação e, posteriormente, publicado na forma de resolução.Dessa forma, o MEC impõe uma burocracia inimaginável numa realidade dinâmica e que exige rápida criação, revisão e atualização dos cursos. Ao invés de facilitar a adequação da oferta de cursos técnicos, as normas vigentes colocam obstáculos e atrasam iniciativas para que as empresas tenham os profissionais com perfil adequado.Mas há um outro obstáculo ainda mais sério. A formação profissional só cumprirá sua missão, de preparar os profissionais com oportunidades de emprego, se for alicerçada numa sólida Educação Básica. (mais…)

Walter Vicioni Gonçalves: fazedor do amanhã

Matéria publicada pela Revista Abigraf – Edição 293 – janeiro/fevereiro 2018

WV_Página_1Walter Vicioni queria cursar Direito. Quando criança, percebia o respeito com o qual eram tratados os advogados em Casa Branca, interior de São Paulo, onde nasceu em 1947, e imaginava-se um deles. Era preciso lutar por esse sonho e, no meio da batalha, o encontro com o exercício da educação mudou definitivamente seu caminho. De mera escada para a sua meta, a atividade de ensinar virou um desafio aceito de bom grado e depois objeto de estudo e dedicação. Agora ele deseja ampliar seu raio de ação, mobilizar corações e mentes em torno de um projeto capaz de construir o amanhã de crianças e jovens.

Nascido em uma família simples, que entendia o trabalho como fonte de riqueza, Walter Vicioni Gonçalves deixou Casa Branca em 1966 para cursar Direito na PUC-Campinas. Era preciso trabalhar para pagar os estudos, e a fonte de renda já havia sido planejada pelo pai, funcionário de carreira da Companhia Mogiana: “Faça o Normal [curso de formação de professores] e você sairá da escola com uma profissão”. Não havia como contradizê-lo, sobretudo face à reputação do Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, um dos motivos pelos quais Casa Branca era conhecida como a Atenas paulista. Leia Mais…

6
abr 2018
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Matéria publicada pela Revista Abigraf – Edição 293 – janeiro/fevereiro 2018Walter Vicioni queria cursar Direito. Quando criança, percebia o respeito com o qual eram tratados os advogados em Casa Branca, interior de São Paulo, onde nasceu em 1947, e imaginava-se um deles. Era preciso lutar por esse sonho e, no meio da batalha, o encontro com o exercício da educação mudou definitivamente seu caminho. De mera escada para a sua meta, a atividade de ensinar virou um desafio aceito de bom grado e depois objeto de estudo e dedicação. Agora ele deseja ampliar seu raio de ação, mobilizar corações e mentes em torno de um projeto capaz de construir o amanhã de crianças e jovens.Nascido em uma família simples, que entendia o trabalho como fonte de riqueza, Walter Vicioni Gonçalves deixou Casa Branca em 1966 para cursar Direito na PUC-Campinas. Era preciso trabalhar para pagar os estudos, e a fonte de renda já havia sido planejada pelo pai, funcionário de carreira da Companhia Mogiana: “Faça o Normal [curso de formação de professores] e você sairá da escola com uma profissão”. Não havia como contradizê-lo, sobretudo face à reputação do Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, um dos motivos pelos quais Casa Branca era conhecida como a Atenas paulista. (mais…)

Mensagem de Natal 2017

…não há melhor resposta que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida…
João Cabral de Melo Neto

natal_2017_certa

Vous pensez connaître la verité. La verité est que vous ignorez tout. Você pensa que conhece a verdade. A verdade é que você não sabe de nada. A fraseque me seguia nas estações do metrô de Paris, deixou-me intrigado. Estava na divulgação do livro Double Piège, do escritor americano Harlan Coben, mestre do suspense e mistério que também estava em Paris naquela semana, lançando sua última obra. Não, não fui à FNAC em busca de autógrafo, nem sei se um dia vou ler o livro para desvendar a verdade que ignoro. Mas continuo pensando na frase, e na vida tecida pelo ano que termina. Leia Mais…

21
dez 2017
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…não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida…João Cabral de Melo NetoVous pensez connaître la verité. La verité est que vous ignorez tout. Você pensa que conhece a verdade. A verdade é que você não sabe de nada. A fraseque me seguia nas estações do metrô de Paris, deixou-me intrigado. Estava na divulgação do livro Double Piège, do escritor americano Harlan Coben, mestre do suspense e mistério que também estava em Paris naquela semana, lançando sua última obra. Não, não fui à FNAC em busca de autógrafo, nem sei se um dia vou ler o livro para desvendar a verdade que ignoro. Mas continuo pensando na frase, e na vida tecida pelo ano que termina. (mais…)

Chega de missões impossíveis na educação

Convido à leitura do meu mais novo artigo:

sala-escola-particular-original4-e1468623204586Um dos grandes problemas dos governantes e planejadores de políticas públicas no Brasil é a contínua proposta de projetos grandiosos, inexequíveis ou fadados a serem interrompidos por falta de recursos.  Com irritante repetição, os projetos que conseguem ser implantados não atingem os objetivos e as metas propostas.

Em 1971, a Lei 5.692 implantou a profissionalização compulsória no 2º grau, hoje denominado ensino médio. A oferta das habilitações profissionais era obrigatória e deveria estar atrelada às necessidades do mercado de trabalho.

A lei foi implantada em âmbito nacional, descolada realidade. O educador Durmeval Trigueiro Mendes, ao analisar a elaboração de planos educacionais nos anos 1960 e 1970, conclui que “os tecnocratas misturam facilmente as duas tendências: a de planejar com facilidade e a de impor com facilidade; ou seja, a de formular a ordem e a de torná-la imperativa segundo as exigências de uma racionalidade desembaraçada dos empecilhos do real.”

O resultado da mencionada lei foi a banalização da profissionalização, adaptando as habilitações aos recursos disponíveis, na maioria dos casos sala de aula, giz e lousa. Houve sucessivos remendos à lei, até que outra a substituiu. Leia Mais…

11
fev 2017
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Convido à leitura do meu mais novo artigo:Um dos grandes problemas dos governantes e planejadores de políticas públicas no Brasil é a contínua proposta de projetos grandiosos, inexequíveis ou fadados a serem interrompidos por falta de recursos.  Com irritante repetição, os projetos que conseguem ser implantados não atingem os objetivos e as metas propostas.Em 1971, a Lei 5.692 implantou a profissionalização compulsória no 2º grau, hoje denominado ensino médio. A oferta das habilitações profissionais era obrigatória e deveria estar atrelada às necessidades do mercado de trabalho.A lei foi implantada em âmbito nacional, descolada realidade. O educador Durmeval Trigueiro Mendes, ao analisar a elaboração de planos educacionais nos anos 1960 e 1970, conclui que “os tecnocratas misturam facilmente as duas tendências: a de planejar com facilidade e a de impor com facilidade; ou seja, a de formular a ordem e a de torná-la imperativa segundo as exigências de uma racionalidade desembaraçada dos empecilhos do real.”O resultado da mencionada lei foi a banalização da profissionalização, adaptando as habilitações aos recursos disponíveis, na maioria dos casos sala de aula, giz e lousa. Houve sucessivos remendos à lei, até que outra a substituiu. (mais…)

Mensagem de Natal 2016

imagem_natal-01-004

O meu olhar é nítido como um girassol

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para esquerda,

E de vez em quando olhando para trás…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do mundo

 

Prezados companheiros,

Como Fernando Pessoa/Alberto Caieiro, em seu O Guardador de Rebanhos, ao longo do ano caminho atento buscando a novidade que poderá me servir de inspiração para o dia, para novos projetos, para a vida. Algo que nunca antes eu tinha visto, algo que me traga o pasmo essencial que tem a criança se, ao nascer, reparasse que nascera  deveras. Sigo buscando quais serão as marcas deixadas pelo ano. Leia Mais…

23
dez 2016
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O meu olhar é nítido como um girassolTenho o costume de andar pelas estradasOlhando para a direita e para esquerda,E de vez em quando olhando para trás…Sinto-me nascido a cada momentoPara a eterna novidade do mundo… Prezados companheiros,Como Fernando Pessoa/Alberto Caieiro, em seu O Guardador de Rebanhos, ao longo do ano caminho atento buscando a novidade que poderá me servir de inspiração para o dia, para novos projetos, para a vida. Algo que nunca antes eu tinha visto, algo que me traga o pasmo essencial que tem a criança se, ao nascer, reparasse que nascera  deveras. Sigo buscando quais serão as marcas deixadas pelo ano. (mais…)

1.Mensagem do Dia do Professor

Meus companheiros, preparei dois textos para o Dia do Professor e farei as duas postagens neste blog. Façam suas escolhas.

Jamais duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e comprometidas possa mudar o mundo. Na verdade, essa é a única maneira de fazê-lo.

                          Margaret Mead

Aos docentes do SESI e do SENAI,

eduacacaoQuem de nós não se lembra da alegria da primeira vez que escrevemos as letras que formam nosso nome ou das primeiras aulas, os lápis pretos apontados e arrumados dentro do estojo e a professora nos ensinando a maneira correta de segurá-los entre os dedos, para que a letra saísse redonda e bonita?  Na mensagem que ora lhes dirijo, em comemoração do Dia dos Professores, quero compartilhar com vocês as ideias de uma publicação cujo título, insólito, chamou-me a atenção, de imediato: Conselhos de um Lápis. Esse objeto banal, que faz parte do cotidiano de todos nós, impossível de separar do exercício de nossa profissão e cuja história se mistura com a história do ensino e da aprendizagem, que conselhos poderia me dar, fiquei eu cismando.

Tomei contato com tais conselhos pela primeira vez, num artigo de Michelle Cummings que, em suas newsletters, apresenta sugestões sempre instigantes a professores interessados em tornar suas aulas mais atraentes.
Nele, a autora relata a história de um fabricante de lápis que, antes de colocá-los na embalagem que os levaria mundo afora, tomava um a um nas mãos e, talvez como um professor faz com seu aluno ao término de um curso, grave e solenemente, ou como eu o faço hoje com vocês, lhe dizia: Como responsável que me sinto por você, queria lhe dizer que há cinco coisas que você precisa saber antes de sair por aí, cinco conselhos, se você preferir. Lembre-se sempre, e não se esqueça de que você poderá se transformar no melhor lápis que você pode ser. Basta que você queira. Leia Mais…

11
out 2016
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Meus companheiros, preparei dois textos para o Dia do Professor e farei as duas postagens neste blog. Façam suas escolhas.Jamais duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e comprometidas possa mudar o mundo. Na verdade, essa é a única maneira de fazê-lo.                          Margaret Mead Aos docentes do SESI e do SENAI,Quem de nós não se lembra da alegria da primeira vez que escrevemos as letras que formam nosso nome ou das primeiras aulas, os lápis pretos apontados e arrumados dentro do estojo e a professora nos ensinando a maneira correta de segurá-los entre os dedos, para que a letra saísse redonda e bonita?  Na mensagem que ora lhes dirijo, em comemoração do Dia dos Professores, quero compartilhar com vocês as ideias de uma publicação cujo título, insólito, chamou-me a atenção, de imediato: Conselhos de um Lápis. Esse objeto banal, que faz parte do cotidiano de todos nós, impossível de separar do exercício de nossa profissão e cuja história se mistura com a história do ensino e da aprendizagem, que conselhos poderia me dar, fiquei eu cismando.Tomei contato com tais conselhos pela primeira vez, num artigo de Michelle Cummings que, em suas newsletters, apresenta sugestões sempre instigantes a professores interessados em tornar suas aulas mais atraentes.Nele, a autora relata a história de um fabricante de lápis que, antes de colocá-los na embalagem que os levaria mundo afora, tomava um a um nas mãos e, talvez como um professor faz com seu aluno ao término de um curso, grave e solenemente, ou como eu o faço hoje com vocês, lhe dizia: Como responsável que me sinto por você, queria lhe dizer que há cinco coisas que você precisa saber antes de sair por aí, cinco conselhos, se você preferir. Lembre-se sempre, e não se esqueça de que você poderá se transformar no melhor lápis que você pode ser. Basta que você queira. (mais…)

2. Mensagem do Dia do Professor

   Meus companheiros, preparei dois textos para o Dia do Professor e farei as duas postagens neste blog. Façam suas escolhas.

Na comemoração do Dia do Professor deste ano, compartilho ideias, princípios e desafios para realizar a educação que queremos.

Para tanto, volto a 1932, quando um grupo de educadores – entre os quais Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo e Lourenço Filho – lançou O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, para discutir e propor o que deveria ser a educação brasileira, cujos conceitos e propostas permanecem vivos e válidos até hoje.

Para começar, o reconhecimento de que, “na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade o da educação”. Educação que esteja em torno de uma concepção da vida, de um ideal que varia “sempre de acordo com a estrutura e as tendências sociais da época, extraindo sua vitalidade, assim como sua força inspiradora, da própria natureza da realidade social”.

Hoje, mais do que nunca, é necessário adequar a educação aos novos tempos e aos novos rumos da sociedade. Não simplesmente introduzindo novas tecnologias no ensino, mas reconhecendo o novo perfil da criança e do jovem. É preciso que os números ganhem rosto, identidade, vida. É preciso levar em conta quem é o aluno, suas aspirações e suas expectativas. É preciso escutá-lo e fazer com que escute, interagindo e trocando experiências. Enfim, é preciso proporcionar ao aluno oportunidades de reconhecer o significado de cada atividade e de cada novo conhecimento em sua vida e de participar da transformação da sociedade. Leia Mais…

11
out 2016
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   Meus companheiros, preparei dois textos para o Dia do Professor e farei as duas postagens neste blog. Façam suas escolhas.Na comemoração do Dia do Professor deste ano, compartilho ideias, princípios e desafios para realizar a educação que queremos.Para tanto, volto a 1932, quando um grupo de educadores – entre os quais Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo e Lourenço Filho – lançou O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, para discutir e propor o que deveria ser a educação brasileira, cujos conceitos e propostas permanecem vivos e válidos até hoje.Para começar, o reconhecimento de que, “na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade o da educação”. Educação que esteja em torno de uma concepção da vida, de um ideal que varia “sempre de acordo com a estrutura e as tendências sociais da época, extraindo sua vitalidade, assim como sua força inspiradora, da própria natureza da realidade social”.Hoje, mais do que nunca, é necessário adequar a educação aos novos tempos e aos novos rumos da sociedade. Não simplesmente introduzindo novas tecnologias no ensino, mas reconhecendo o novo perfil da criança e do jovem. É preciso que os números ganhem rosto, identidade, vida. É preciso levar em conta quem é o aluno, suas aspirações e suas expectativas. É preciso escutá-lo e fazer com que escute, interagindo e trocando experiências. Enfim, é preciso proporcionar ao aluno oportunidades de reconhecer o significado de cada atividade e de cada novo conhecimento em sua vida e de participar da transformação da sociedade. (mais…)

MEC para quê?

Artigo – Walter Vicioni Gonçalves

educacao-2

 

A educação nacional encontra-se em persistente e grave crise. Para agravar esse quadro, três problemas tornam-se cada vez mais preocupantes. Um deles refere-se ao acúmulo e ampliação das funções do Ministério de Educação (MEC), em aparelhamento que reproduz e justifica um perverso centralismo burocratizante. Outro problema sério é o descolamento da política educacional em relação às demais políticas públicas, especialmente as econômicas. Além disso, é preciso promover uma profunda mudança na anacrônica organização da educação nacional.

Um balanço da educação pública em 1932 – encaixado como luva nos dias atuais – mostrava que “dissociadas sempre as reformas econômicas e educacionais, que era indispensável entrelaçar e encadear, dirigindo-as no mesmo sentido, todos os nossos esforços, sem unidade de plano e sem espírito de continuidade, não lograram ainda criar um sistema de organização escolar, à altura das necessidades modernas e das necessidades do país. Tudo fragmentado e desarticulado” (grifos nossos). Leia Mais…

23
set 2016
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Artigo – Walter Vicioni Gonçalves A educação nacional encontra-se em persistente e grave crise. Para agravar esse quadro, três problemas tornam-se cada vez mais preocupantes. Um deles refere-se ao acúmulo e ampliação das funções do Ministério de Educação (MEC), em aparelhamento que reproduz e justifica um perverso centralismo burocratizante. Outro problema sério é o descolamento da política educacional em relação às demais políticas públicas, especialmente as econômicas. Além disso, é preciso promover uma profunda mudança na anacrônica organização da educação nacional.Um balanço da educação pública em 1932 – encaixado como luva nos dias atuais – mostrava que “dissociadas sempre as reformas econômicas e educacionais, que era indispensável entrelaçar e encadear, dirigindo-as no mesmo sentido, todos os nossos esforços, sem unidade de plano e sem espírito de continuidade, não lograram ainda criar um sistema de organização escolar, à altura das necessidades modernas e das necessidades do país. Tudo fragmentado e desarticulado” (grifos nossos). (mais…)

Artigo: As relações possíveis entre o livro e a Educação

Leiam o meu artigo inspirado na 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e que foi publicado na Revista Abigraf – Edição maio/junho 2016 

Revista AbigrafUm país se faz com homens e livros, escreveu Monteiro Lobato. E com boa educação. Foi exatamente sobre o tema “As relações possíveis entre o livro e a Educação” que fui convidado a falar no encerramento da 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que aconteceu de 11 a 19 de junho último. Acredito que tal convite tenha decorrido do trabalho que realizo, desde 1970 no SENAI e no SESI. Ao todo, são 337 escolas e duas editoras na minha vida.

Mais do que a oportunidade de venda de livros, tal Feira permite o congraçamento de escritores brasileiros e estrangeiros, que lançam seus livros e participam de sessões de autógrafos e de bate-papos com seus leitores. A cada edição, prestam-se homenagens a um escritor e a um país. Neste ano, todas as homenagens foram para Lygia Fagundes Telles, membro da Academia Brasileira de Letras e para a Colômbia, reconhecida como o país da Biblioteca. E de Gabriel Garcia Marquez, como não lembrar.

Educação é um processo que leva à formação e ao desenvolvimento intelectual, físico e moral de um ser humano, em todo seu potencial. Abrange o conhecimento, valores, crenças, costumes, tradições, linguagens e, sobretudo, a aquisição de uma identidade existencial e profissional. Tem a função de permitir ao ser humano sentir-se parte de um todo maior, de se desenvolver socialmente como indivíduo. De pertencer a um grupo, de fazer parte e de ser chamado cidadão. Leia Mais…

15
jul 2016
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Leiam o meu artigo inspirado na 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e que foi publicado na Revista Abigraf – Edição maio/junho 2016 Um país se faz com homens e livros, escreveu Monteiro Lobato. E com boa educação. Foi exatamente sobre o tema “As relações possíveis entre o livro e a Educação” que fui convidado a falar no encerramento da 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que aconteceu de 11 a 19 de junho último. Acredito que tal convite tenha decorrido do trabalho que realizo, desde 1970 no SENAI e no SESI. Ao todo, são 337 escolas e duas editoras na minha vida.Mais do que a oportunidade de venda de livros, tal Feira permite o congraçamento de escritores brasileiros e estrangeiros, que lançam seus livros e participam de sessões de autógrafos e de bate-papos com seus leitores. A cada edição, prestam-se homenagens a um escritor e a um país. Neste ano, todas as homenagens foram para Lygia Fagundes Telles, membro da Academia Brasileira de Letras e para a Colômbia, reconhecida como o país da Biblioteca. E de Gabriel Garcia Marquez, como não lembrar.Educação é um processo que leva à formação e ao desenvolvimento intelectual, físico e moral de um ser humano, em todo seu potencial. Abrange o conhecimento, valores, crenças, costumes, tradições, linguagens e, sobretudo, a aquisição de uma identidade existencial e profissional. Tem a função de permitir ao ser humano sentir-se parte de um todo maior, de se desenvolver socialmente como indivíduo. De pertencer a um grupo, de fazer parte e de ser chamado cidadão. (mais…)

Sobre

Walter Vicioni é diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP, diretor da Faculdade SESI-SP de Educação, licenciado até 07/10/2018. É membro reeleito do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


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Walter Vicioni Gonçalves

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