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Blog do Professor Walter Vicioni Gonçalves

Júri elogia qualidade musical de arranjadores no Festival Ars Brasilis

Publicado em 5 de dezembro de 2012 - 9:22h

FONTE: GLOBO/G1 Itapetininga e Região

André Marques (camiseta preta), de Sorocaba (SP),
foi o 1º colocado. (Foto: Juninho Costa / TV Tem)

Neste sábado (1), foram definidos os vencedores do 1º Festival Ars Brasilis. O evento promovido pelo Sesi-SP premiou arranjadores musicais. Cerca de 50 intrumentistas participaram da disputa fazendo arranjos para composições de Milton Nascimento, o homenageado do evento, sendo que dez deles foram finalistas do concurso.

Entre os finalistas ficou Diego Barbosa Garbin, de Tatuí (SP), que desenvolveu novos arranjos para ‘Vera Cruz’, letra composta por Milton Nascimento e Márcio Borges. Também ficaram para a final os músicos Alexandre Vianna Machado, de São Paulo (SP), com ‘San Vicente'; André Pereira Marques, de Sorocaba (SP), com ‘Morro Velho'; Carolina Panesi Barros, do Rio de Janeiro, com ‘Outubro'; Gustavo Bugni, de São Paulo, com ‘Canto Latino'; Mário José Mariano de Campos, de Sumaré (SP), com ‘Canção do Sal'; Marta Karassawa, de SP, com ‘Canto Latino'; e Rafael da Silva Rocha, de Vila Velha (ES), com ‘Bola de Meia, Bola de Gude’.

Os arranjos instrumentais desenvolvidos por eles serão executados pela banda Ars Brasilis, formada exclusivamente para o projeto. Os classificados para a final em primeiro, segundo e terceiro lugares receberam R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente.

O primeiro lugar ficou para o músico André Pereira Marques, de Sorocaba (SP). Ele trabalhou a música ‘Morro Velho’, de Milton Nascimento. Marques é pianista e um dos integrantes do grupo do instrumentista Hermeto Pascoal, com quem já fez turnês internacionais. Ele ainda integra o ‘Trio Curupira’ e é líder da ‘Vintena Brasileira’. Com este último grupo, ele trabalha o lançamento de um CD dedicado às obras de Milton Nascimento.

André conta que o CD deverá ser gravado a partir do 2º semestre de 2013 e que o projeto já foi apresentado ao homenageado. “Milton Nascimento nos escreveu uma carta incentivando o projeto que envolve 23 músicos. Nosso maior desejo é ter a participação do cantor no álbum”, comenta.

O prêmio do festival foi entregue ao vencedor pelo próprio Milton Nascimento, que esteve em Itapetininga para fazer o show de encerramento do evento, e participar da premiação. Sobre o resultado do Festival Ars Brasilis, André afirma que foi emocionante e elogia os outros participantes. “Eu já participei de diversos festivais de músicos, mas nenhum teve nível tão alto como este aqui. Seria já vencedor apenas pelo fato de ter participado, porque os arranjos foram todos muito bons. Eu até comentei que, independente de quem ganhasse, seria merecido para todos”, afirma.

O festival de arranjadores foi o primeiro do Brasil. Para o músico, foi uma oportunidade importante para demonstrar o trabalho desses compositores do som. “No Brasil temos muitos arranjadores bons, no entanto, eles não são divulgados. Apenas quem está dentro do mundo musical sabe o que fazem e quem são os arranjadores. O público em geral não tem esse conhecimento. Acho a iniciativa maravilhosa e espero que este festival tenha vida longa”, ressalta.

Segundo colocado, Rodrigo Morte, segura o cheque
simbólico ao lado de Milton Nascimento e do superintendente do SESI-SP, Walter Vicioni
(Foto: Juninho Costa / TV Tem)

O segundo lugar do festival ficou para Rodrigo Calvo Morte, de São Paulo (SP). Ele trabalhou o arranjo na canção ‘Tristesse’, de Milton Nascimento e Marcelo Wilson Fragoso Borges. Morte é pianista, compositor, arranjador e produtor musical. Graduado em Música Popular Brasileira pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também fez mestrado em Composição e Arranjo na Universidade de Miami (EUA).

Já o terceiro lugar ficou com Rafael Piccolotto de Lima, de Campinas (SP), com ‘Ponta de Areia’. Na entrega do prêmio, ele foi representado por Felipe Piccolotto já que precisou viajar para os Estados Unidos para fazer a regência de uma orquestra em uma apresentação. Lima é graduado em Composição erudita e MPB pela Unicamp.

Desafio do júri
A comissão de jurados foi formada pelos músicos Nelson Ayres, Carlos Henrique Cascarelli e Antonio Carlos Neves Campos. Eles tiveram a missão de escolher os três primeiros colocados. Em entrevista ao G1 Itapetininga, Nelson Ayres elogiou a iniciativa do evento. “É um alento para nós que trabalhamos como arranjadores. O trabalho de arranjador é pouco reconhecido e até o público não entende o que é”, afirma.

Ayres explica que a função do arranjador é escrever as notas musicais que cada instrumento irá tocar para uma música. “O arranjo é uma vestimenta para as letras. O arranjador é praticamente um co-compositor”, diz.

Como jurado, o músico afirmou que a seleção dos finalistas não foi tarefa fácil. “É até estranho uma competição de arranjador porque a música, por natureza, é uma atividade de colaboração. As pessoas tocam juntas, ou seja, um apóia o outro… um acompanha o outro. Isso que é a beleza da música. Nessa hora, em que temos que fazer a competição, soa até mesmo antimusical, ainda mais com o nível de arranjadores que tivemos neste evento. Mas são as regras do jogo. Eu brinco que temos que fazer o ‘trabalho sujo’, que é escolher alguém. Para poder ter um resultado diante dessas feras, somos obrigados a criar critérios mínimos na hora para poder eleger os vencedores. É muito difícil”, diz.

Sobre

Walter Vicioni é diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP e diretor da Faculdade SESI-SP de Educação. É membro reeleito do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Foi eleito, em 2018, para ocupar a Cadeira nº 36 da Academia Paulista de Educação.


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