OBRIGADO.

Seu cadastro foi realizado com sucesso.

    Inscrição no blog

    Cadastre-se para receber noticias e novidades sobre o Professor Walter Vicioni Gonçalves, diretamente em seu email.



Blog do Professor Walter Vicioni Gonçalves

Os refugiados e a tragédia humana

Publicado em 10 de novembro de 2015 - 9:19h

[…] a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte da humanidade;

e por isso, nunca procure  saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti.

(DONNE, John, Meditation XVII)

.

1Estamos vivendo hoje um dos momentos mais terríveis, tristes e dolorosos da história da Humanidade.

Pessoas passando embaixo de cercas feitas para impedi-los de fugir da guerra, da destruição. Multidões famintas recebendo alimentos de forma desumana, jogados por policiais. Crianças chorando no colo de seus pais, agarrando bonecas desfiguradas durante a viagem. Famílias caindo ao chão e sendo arrastadas para que não cheguem a seu destino. Crianças disputando com adultos um espaço para alcançar comida. Mulheres segurando as mãos de seus filhos para não perdê-los no meio de uma multidão que tenta embarcar em um trem que poderá levá-los a uma vida digna.

Nem Dante imaginou cenas de sofrimento como essas, nem Portinari expressou tanta dor em seus painéis de Guerra e Paz. Não é possível ficar impassível diante desse quadro.

Os países que estão recebendo centenas de milhares de refugiados da perseguição política e religiosa e da guerra, apenas como passagem para outras nações ricas, demostram toda sua intolerância. Constroem barreiras e destacam soldados armados para controlar ou vigiar a caminhada, sempre com a ameaça de prender aqueles que fizerem – muitas vezes por desconhecimento, cansaço ou desespero – qualquer ação considerada transgressão às normas e às regras estabelecidas.

As nações ricas da Europa estão discutindo como absorver a massa de refugiados, a quantidade que pretendem receber e o custo de integrá-los à sua sociedade. Enquanto discutem, os refugiados aguardam em campos provisórios, muitas vezes sem as mínimas condições de higiene e salubridade.

Independentemente de qualquer análise, a migração de centenas de milhares de refugiados pode ser incluída entre os acontecimentos mais importantes do início do século XXI. E entre os mais trágicos também.

TURQUÍA-SIRIA-CONFLICTO

A história da Humanidade registra muitos episódios de fuga de pessoas da guerra. No passado, porém, não se tinha a Internet para transmitir em tempo real imagens e sons. O mundo era outro.

Multidões de imigrantes chegaram ao Brasil, no final do século XIX e início do século XX. A necessidade de incorporá-los à massa de trabalhadores – na agricultura, na indústria emergente e no comércio ainda incipiente – fez com que a recepção fosse organizada e eficaz.

Uma Hospedaria dos Imigrantes foi construída para receber os que chegavam ao estado de São Paulo. Após aportarem em Santos – depois de uma viagem cansativa de navio que durava, em média, 30 dias – os imigrantes subiam a Serra do Mar nos trens da São Paulo Railway, desembarcando na estação ferroviária junto à plataforma da hospedaria.

O imigrante recém-chegado tinha direito à permanência pelo período de seis dias. Lá estavam disponíveis refeitório, avaliação médica, dormitórios, além dos serviços da Agência Oficial de Colonização e Trabalho, onde eram firmados contratos de trabalho para a lavoura de café ou para outros núcleos. Após assinarem contrato, as famílias seguiam seu destino. Os registros revelam que, entre 1882 e 1978, passaram mais de 60 nacionalidades e etnias pela hospedaria, num total de 2,5 milhões de pessoas.

Naquela época como hoje, há uma visão econômica em relação ao deslocamento de pessoas.  De modo geral, a boa receptividade depende da necessidade de incorporação dos imigrantes à força de trabalho de um país. A falta de acolhida aos “dispensáveis” passa despercebida quando se trata de grupo reduzido e disperso, mas se transforma em violência e em conflito quando se trata de multidões, mesmo que incluam crianças desprotegidas e separadas de suas famílias.

Para uma visão humanitária, há um longo caminho a percorrer. E, hoje, essa visão é essencial nas escolas, nos meios de comunicação, nas redes sociais, nas relações sociais, nas concepções pessoais de vida.

Como deixar de discutir o respeito e a dignidade com que deve ser tratado cada ser humano? Como levantar a bandeira da inclusão e deixar de lado os discriminados por terem nascido em outro país? Como falar de ética sem debater sobre o que vem sendo mostrado, nos diferentes meios de comunicação, em relação aos refugiados que fogem de países marcados pela violência e perseguições?

Precisamos, cada vez mais, de um amplo pacto social, que valorize atitudes solidárias, de cooperação, de harmonia e de justiça. Precisamos de tolerância para colocar a individualidade a favor do coletivo. Precisamos reconhecer o valor e a importância de cada pessoa. Precisamos de um mundo com paz.

 

Walter Vicioni Gonçalves

Superintendente do SESI-SP e Diretor Regional do SENAI-SP

Sobre

Walter Vicioni é diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP e membro do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


Saiba mais sobre
Walter Vicioni Gonçalves

Redes Sociais

Deixe o seu comentário!

  1. Soraya Tavares disse:

    Deixo aqui minha opinião ao belíssimo texto: Íntegro, tão comovente quanto ao cenário ora insperado! Que cada um de nós, seres humanos, além de nos emocionar com toda essa situação, façamos como o Profº (Walter): coragem e iniciativa de conclamar a humanidade para a PAZ… Para Cristo!!! É urgente consolidar a corrente do BEM!!! “… os sinos dobram por todos nós…” Simples assim!!!
    Abraços.

  2. viviani disse:

    Sem dúvida o mundo é outro. Hoje é possível acompanhar as imagens e o sofrimento dessas pessoas em tempo real. Por mais que humanidade tenha evoluído e os meios de comunicação e tecnologia tenha tornado a vida mais fácil ainda precisamos aprender a valorizar o ser humano. Vidas são tratadas como coisas, como objetos que se descartam a qualquer momento.
    Que mundo queremos para nossos filhos, para as gerações futuras?
    Enquanto as vaidades e os interesses políticos e econômicos forem colocados em primeiro plano o ser humano estará ameaçado.

  3. MARCOS ANTONIO ESCARELI disse:

    Ééé Prof. Walter,

    a humanidade necessita do Amor Agapé, o amor incondicional, baseado em comportamentos e pela escolha, sem esperar nada em troca.

    Que Deus continue iluminando pessoas com a mesma visão e influência que o Professor possui.

    Parabéns, muita paz e “agapé”…

    Forte abraço,
    Marcos Antonio Escareli

  4. Arevaldo Amâncio de Lima disse:

    O artigo a respeito da fuga das áreas em guerra mostra como nós estamos nos comportando em relação a esse flagelo, é doloroso perceber que nos preocupamos tão pouco com os nossos semelhantes, é preciso haver uma conscientização maior dos governos para que houvesse uma acolhida mais humana dessas pessoas.

  5. Rosangela Gallardo disse:

    Estamos vivendo um novo holocausto, compartilhado por inúmeras nações. Uma vergonha para o século XXI. Parabéns pela reflexão sensível, professor Walter Vicioni.

  6. José Ubiratan Carneiro de Souza disse:

    Prezado Walter:

    Como é difícil para mim ver essas imagens. O sentimento de frustração e impotência diante desse quadro. Saber que em algumas regiões de nosso país, famílias enfrentam situação de miséria e abandono me deixam ainda mais indignado. Que vergonha sinto por ter reclamado que meu almoço estava salgado ou que o suco não era natural, que a água não estava gelada ou que o ambiente do restaurante não é agradável.
    Realizo muitas ações maravilhosas na empresa em que trabalho e tento fazer a diferença na prestação de serviços, mas lendo seu artigo me vejo o quanto ainda precisamos mudar, afinal, estar longe do contexo deste artigo publicado pelo amigo, não nos tira a responsabilidade pela humanidade. Fazemos parte dela e devemos nos enxergar como parte do todo. Que Deus guie nossos passos nesta mudança, tão necessária!

  7. Heliane Rotta disse:

    Pois é, os anos passam e a insensibilidade humana e de “grandes líderes” continuam promovendo novos formatos de genocídio…

  8. Claudio Simão disse:

    Sabemos que estamos passando por momentos difíceis na nossa economia o mundo lá fora também tem suas dificuldades e fronteiras a serem cruzadas, mas, a visão do homem quando se trata de um negócio algo material que o faz enxergar algum lucro ou ganho em qualquer sentido ele não mede esforços, é capaz de gastar milhões em armamentos e destruir vidas simplesmente para atingir seus objetivos, aí podemos enxergar a inversão de valores, podemos tirar exemplo do Senhor Jesus Cristo, ensinou amar e respeitar o seu próximo, seguindo este exemplo o próximo não será desprezado, não será humilhado, não será destruído para lhe ser tirada os seus despojos por fim a causa vale mais do que a vida de um ser humano, o que está faltando e muito é o amor ao seu semelhante, tudo isto passa na nossa frente quando vemos no noticiário uma criancinha morta na areia da praia por ter lutado paras sobreviver e não teve o devido amparo. Fazem guerras e entram em outros territórios em busca de riquezas ou para impor a soberania, deviam entrar nos locais para proteger e assegurar a vida do próximo, infelizmente não dá lucro, que pena, o que podemos fazer?

  9. Aníbal José dos Santos Peça disse:

    Prof. Walter
    Precisamos muito dessa paz e de conversar. Parece que o diálogo é proibido. Não se conversa, não temos palavras e ficamos intolerantes. Seu texto me fez lembrar de William Saroyan:
    “Sempre haverá dor nas coisas. Mas não é por saber disso que um homem deve se desesperar. O homem bom procurará tirar a dor das coisas. O homem tolo nem mesmo a notará, a não ser em si próprio. E o homem mau aumentará a dor das coisas e a espalhará onde quer que vá”.

  10. Mario Henrique disse:

    Texto comovente, para uma situação que não deveria ser considerado como “Padrão Humano”!

  11. Gaspar Teles Nunes disse:

    Apesar de todo o problema que nosso país está enfrentando, creio que é extremamente menor do que vivenciar os que essas pessoas estão sofrendo. Assim, como no passado, poderíamos resgatar as maneiras de acolher os que sofrem com tanta brutalidade. Toda reflexão é importante e sensível, mas é necessário ações para reverter esse caos.

  12. claudio disse:

    Belíssima reflexão professor Walter Vicione,como sempre de muita sensatez e coerência.A guerra,ao meu ver não traz benefícios ás pessoas de bem,só sofrimento e tristeza e tantos outros horrores.Gostaria tanto que meus filhos e netos nunca vissem esses malefícios.

  13. Valdemir Perez Correa disse:

    O planete realmente passa por tempos conturbados que são ainda piores em função do egoismo e da individualidade.
    O coletivo deixou, ou talvez nunca tenha sido, a prioridade dos povos.
    Assistimos, na maioria das vezes impassíveis, pois nos acostumamos com a tragédia, desde que seja alheia.
    No entanto, do jeito que as coisas está caminhando, em breve todo o planeta vai sofrer as consequências.
    É preciso nos indignarmos e lutar contra isso, antes que que a tragédia bata à nossa porta.

  14. Falava-se muito, em meados do século 19 e do começo do 20, que a modernidade traria progresso e libertação para a humanidade, por meio da aplicação prática de ideologias e sistemas. Infelizmente o século 20 provaria, das maneiras mais dolorosas possíveis, que essa esperança se tornaria um fracasso. Cito aqui, que pessoas do mundo inteiro se chocaram com a foto do bebê sírio, filho de refugiados, que morreu naquela praia da Turquia. Belíssimo e verdadeiro texto Prof. Walter Vicioni. Nesse tempo onde querem impor essa ideologia às nossas crianças, o mínimo que podemos fazer é divulgar a todos essa história horripilante para que NUNCA mais se repita.

  15. Flavia Stabel Francisco disse:

    Ainda vivemos como se estes fatos fossem filmes fictícios de Holywood ou dramaturgia das novelas…Até o dia em que a ficção se misturará a realidade, em um futuro, muito próximo, e por não estarmos preparados, ficaremos pasmos, escandalizados e atônicos….apenas atônicos….mas vamos fazer o que? Nada, estamos preocupados demais com a crise do nosso umbigo, e afinal só vemos pela televisão…Despertai ó nação.

  16. André Nascimento disse:

    Belo texto, Professor. Ampliou a minha visão à respeito dessa barbárie que vem acontecendo no “primeiro mundo e seus vizinhos menos privilegiados”. O fato é que estamos perdendo valores nesse complexo mundo em tempos modernos…

  17. Kayo César Bento disse:

    Triste situação em que vivem esses homens, mulheres e crianças amontoados em campos de refugiados, e que muitas vezes, cansados da inércia das autoridades internacionais, acabam por arriscar a vida em busca de condições dignas de existência. A ONU e grandes nações desenvolvidas atestam sua impotência em solucionar a questão. Apenas a misericórdia divina para proteger esses nossos irmãos, oremos e promovamos a paz!
    Excelente reflexão Prof. Walter Vicioni.

  18. José Luiz Messias disse:

    Belíssimo texto, prof. Walter Vicioni.

    Ainda há esperanças quando falamos de pessoas. Ainda há esperanças quando falamos das necessidades básicas humanas. Ainda há esperanças quando usa-se a religião para a paz, e não para a morte e a guerra.

    As nações européias, onde Igrejas têm se fechado devido a falta de fiéis, tem um importante papel para toda a humanidade, pois poderão acolher os refugiados e dar-lhes o conforto necessário para que recomecem suas vidas, na Santa Paz de Deus.

  19. Bárbara Silva disse:

    Nosso sorriso sincero ao dizer, por favor,com licença ou muito obrigada fortalece a premissa do Prof. Walter Vicione, quando afirma que precisamos “reconhecer o valor e a importância de cada pessoa”.

  20. João Eduardo Remaeh disse:

    Mais um excelente texto atual e fundamentado produzido pelo Professor Walter, que nos remete a pensar na vida como deveria ser e não como ela está.
    Parabéns mais uma vez.
    Fique com Deus…

  21. Marcelo Kobayoshi disse:

    Quando a humanidade perceber que a vida e a vivência humana devem ser preenchidas nas suas mais variadas facetas, amplitudes e necessidades, quando o progresso tecnológico for acompanhado pelo progresso humano, quando o aprendizado moral for tão importante e valorizado quanto ao aprendizado intelectual, talvez possamos ter uma realidade mais feliz e um futuro mais promissor. Façamos o melhor possível a nossa parte ! Parabéns por mais esta bela reflexão, Prof. Walter.

  22. Selma Ruas Ferreira disse:

    Emocionante o seu texto, sobretudo o último parágrafo… precisamos que esse pacto social seja posto em prática, para termos uma sociedade mais digna e justa.

  23. Dorival de Oliveira Soares disse:

    Difícil ver essas cenas e não se comover, pensar que nossos semelhantes, passam por tamanho holocausto, a reflexão deve ser feita constantemente para que outros povos não venham passar pelo mesmo pesadelo, refletir sobre o que levou a chegar a esse ponto e o que podemos fazer para que tragédias como essas não venham a se repetir, talvez um pouco mais de humanidade e empatia, um pouco mais de desejo de paz e de amor…

  24. merriam filietaz disse:

    Atendendo ao incentivo do Governo Brasileiro, para supostamente resolver a escassez de mão de obra na agricultura e Indústria e fugindo de perseguição religiosa na Europa, minha família veio da França em 1865. Estabeleceu-se em Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Graças a essa abertura política e tolerância às diferenças culturais do povo brasileiro, trabalhamos incansavelmente para a construção do nosso País! Somos gratos e amamos nossa Terra.
    Parabéns ao texto irretocável professor Walter Vicioni!!!

  25. Maria Etelvina disse:

    Excelente !!! É impossível ler o texto e não se comover !!!
    Se faz urgente a multiplicação de atos solidários e que germinem as sementes do bem espalhadas pelo mundo. Precisamos voltar a acreditar no ser humano, nos valores essenciais da vida… só assim abriremos o coração e conseguiremos nos colocar no lugar do outro para estender a mão.
    Tanto progresso tecnológico e ao mesmo tempo um atraso imenso na preservação da vida do outro(irmão).
    Profunda reflexão, Prof. Walter !!!

  26. Maria Clara Lira disse:

    Emocionante Walter! Triste e verdadeiro! Mesmo com toda a tecnologia o ser humano continua o mesmo, não sabe o que é amar seu semelhante.

  27. Vania Encinas disse:

    Hoje, o desamor, o egoismo, o comodismo, a falta de fé ou mesmo de acreditar, tudo convive em um emaranhado de situações onde esta difícil acreditar em nós mesmos. As ações dos governantes, que poderiam, se não acabar, pelo menos diminuir tragédias pessoais é nula. Um ou outro tenta mas não existe apoio. Então o que se vê: crianças, jovens, adultos sofrendo, tendo que sair de suas casas sem rumo certo. A verdadeira tragédia deste século. Vamos nos empenhar em seguir esta brilhante premissa: reconhecimento dos valores pessoais dos que conosco convivem.Já seria um principio. Maravilhosa e profunda reflexão Prof. Walter.

  28. Jonathas Nascimento disse:

    Professor Walter,

    O mundo globalizado vive dias de agonia no que tange a situação dos imigrantes, as cenas dos que fogem da síria e da África comovem. Aqui no Brasil recebemos os Haitianos e Senegaleses e tentamos também integra-los a nossa sociedade. O pacto social é necessário e urgente, a paz sem dúvida é um sonho a ser buscado dia a dia.
    Excelente reflexão!

  29. Milton Gava disse:

    O texto retrata perfeitamente a situação critica que vivem os refugiados.
    As nações ricas, revelam pobreza de espírito e de vontade de acolher.
    Parabéns prof. Walter, pela sua sensibilidade
    GAVA

  30. Alexandre Pitanga Rosa disse:

    Parabéns pela belíssima reflexão apresentada.

  31. Ivonete Prado disse:

    Magnífico. Emocionante – acima de tudo uma análise do eu que se reflete no outro

  32. Tiago disse:

    A agilidade das informações tecnológicas nos antecipam os fatos, porém estamos tão conectados que outros assuntos chamam nossa atenção e tomam nosso tempo… permitindo que acontecimentos tão representativos como este passem desapercebido por grande parte da sociedade.

    Porém, alguns artigos nos fisgam a uma reflexão mais profunda sobre a dignidade humana.

    Parabéns.

  33. Alexandre Minghin disse:

    O texto nos deixa com o mesmo “nó na garganta” que a famigerada imagem do menino Aylan que se tornou símbolo desse movimento de refugiados.
    Excelente reflexão Prof. Walter.

  34. Isabel Cristina Miziara disse:

    Texto sensível, ponderado, denuncia uma das tragédias humanas da atualidade de forma clara, sem pieguismo, sem estardalhaços…promove a reflexão e o despertar para algo que parece tão distante de nós brasileiros, mas que é uma problemática de todos, haja vista que trata do ser humano e suas necessidades e anseios.

  35. Sergio Alves disse:

    Ótimo Texto, refletindo a realidade de um povo saindo sem destino, para uma vida melhor.

  36. Tânia Regina Picolli disse:

    Uma verdadeira aula de história e atualidade: belíssimo texto!

  37. mirka costa disse:

    Ao fazer as comparações o sr nos leva a refletir…e nos deparamos com a enorme diferença no acolhimento…no se colocar no lugar do outro…a pensar no indefeso. Crianças…aonde estarão seus sonhos? Aonde repicarão os sinos desses desesperados??? A passividade de apenas assistir foi rompida na oportunidade de pelo menos expressar a indignação com os fatos. Obrigada

  38. Nelly Ap Cardoso Nasciment disse:

    Um texto reflexivo sobre os conceitos da vida humana…até que ponto vale uma vida? Uma cerca pode derrubá-la ou impedi-la?

  39. Eunice Batista Teixeira disse:

    Excelente reflexão.Parabéns prof. Walter Vicioni.

  40. Paulo Wesley de Oliveira disse:

    O testo apresentado pelo Prof. Walter, nos leva a refletir o quanto estamos longe de saber e fazer “Solidariedade”.

  41. JOSÉ LOURENÇO DA SILVA disse:

    Texto espetacular, nos coloca a par de um dos acontecimentos mais significativos da atualidade e compactuo das indagações apresentadas, pelo professor, no final. Obrigado professor, por dividir conosco tais informações e reflexões.

  42. Júlio Cesar Meneses Severino disse:

    Mensagem interessante e reflexiva!

    Precisamos acima de tudo de DIGNIDADE a fim de subsistir aos ataques que são dirigidos contra os que menos podem. Enquanto a ganancia de uns poucos continuar insaciável sempre testemunharemos dessa barbárie que vem tomando conta de algumas nações que estão voltadas apenas a atender questões pessoais por parte daqueles que as “dirige”.

42 Comentários para "Os refugiados e a tragédia humana"