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Blog do Professor Walter Vicioni Gonçalves

Walter Vicioni Gonçalves: fazedor do amanhã

Publicado em 6 de abril de 2018 - 13:50h

Matéria publicada pela Revista Abigraf – Edição 293 – janeiro/fevereiro 2018

WV_Página_1Walter Vicioni queria cursar Direito. Quando criança, percebia o respeito com o qual eram tratados os advogados em Casa Branca, interior de São Paulo, onde nasceu em 1947, e imaginava-se um deles. Era preciso lutar por esse sonho e, no meio da batalha, o encontro com o exercício da educação mudou definitivamente seu caminho. De mera escada para a sua meta, a atividade de ensinar virou um desafio aceito de bom grado e depois objeto de estudo e dedicação. Agora ele deseja ampliar seu raio de ação, mobilizar corações e mentes em torno de um projeto capaz de construir o amanhã de crianças e jovens.

Nascido em uma família simples, que entendia o trabalho como fonte de riqueza, Walter Vicioni Gonçalves deixou Casa Branca em 1966 para cursar Direito na PUC-Campinas. Era preciso trabalhar para pagar os estudos, e a fonte de renda já havia sido planejada pelo pai, funcionário de carreira da Companhia Mogiana: “Faça o Normal [curso de formação de professores] e você sairá da escola com uma profissão”. Não havia como contradizê-lo, sobretudo face à reputação do Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, um dos motivos pelos quais Casa Branca era conhecida como a Atenas paulista.

Logo no primeiro ano de faculdade, Walter começou a dar aula em uma das chamadas escolas de emergência, montadas pelo Estado em regiões periféricas para atender a população carente. “Era um tremendo desafio. Fui para uma escola organizada num campo de bocha. Não havia material didático nem merenda. Na minha frente, crianças de sete anos que eu precisava alfabetizar.” Ele acabou desenvolvendo uma metodologia própria e em poucos meses os meninos já estavam lendo e fazendo contas.

Por três anos Walter dividiu-se entre as aulas na escola de emergência e as disciplinas do Direito, até o acaso quebrar essa rotina. O bonde que o levaria até a delegacia de ensino para entregar seu relatório mensal quebrou bem em frente a uma escola Senai. Na porta, um aviso: Precisa-se de professor para aulas gerais. Em pouco tempo, Walter abandonou a ideia de ter doutor antes do nome e mudou-se para São Paulo, a fim de fazer o curso preparatório para dar aula no Senai de Campinas. Logo que terminou o curso foi chamado para ser agente de treinamento na capital, função que exerceu entre 1970 e 1973.
Vida dedicada à educação – Esse foi o pano de fundo para uma trajetória que soma 48 anos. Walter foi envolvendo-se mais e mais com as decisões estratégicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, virando de ponta-cabeça os departamentos pelos quais passou, deixando um rastro de organização, pragmatismo e visão de futuro.

Já casado e com duas filhas (Priscila e Ana Paula), Walter assumiu em 1975 a direção da Escola Senai Suíço-Brasileira Paulo Ernesto Tolle, que dois anos antes havia iniciado seu primeiro curso técnico, em mecânica de precisão. “A Suíço-Brasileira provocou uma verdadeira revolução, estimulando o empreendedorismo numa época em que nem se falava sobre isso.”
Em 1987, como gerente da Divisão de Planejamento Curricular do Senai, Vicioni abraçou a missão de reestruturar a grade dos cursos, mudando o foco da tecnologia para o aluno, racionalizando os currículos e otimizando os investimentos.

Depois de um ano de especialização no Institut International de Planification de l’Education, em Paris, entre 1989 e 1990, Walter atuou como consultor e representante do Senai em um projeto para o desenvolvimento da formação profissional no Marrocos.
Em 1995 assumiu a Escola Senai Theobaldo De Nigris, na qual havia tido uma breve passagem de dois meses 10 anos antes. Durante os dois anos que esteve lá, estruturou o primeiro curso superior de tecnologia gráfica das Américas (aprovado pelo MEC em 1998), e estreitou o relacionamento da Theobaldo De Nigris com as entidades do setor, sobretudo a ABTG, cuja sede foi transferida em 1995 para a escola. Ele promoveu ainda a aproximação da Theobaldo com os fornecedores, visando ao aprimoramento da formação profissional.

Em 1996, o educador assumiu a diretoria de Organização e Planejamento do Senai, traçando as linhas mestras do plano de ajustamento que serviu como base para a restruturação da instituição, efetivada quase três anos depois. Como diretor técnico do Senai, entre 2000 e 2005, comandou a readequação das escolas às necessidades regionais das indústrias, e nos dois anos seguintes, como coordenador de gestão e planejamento do Sesi e do Senai, elaborou o plano quinquenal para as duas casas, envolvendo a implantação do ensino em tempo integral nas escolas do Sesi e a alteração do perfil ocupacional das profissões no Senai.
Novo desafio – Walter acompanhou toda essa reformulação como diretor regional do Senai e superintendente do Sesi, posição que ocupa desde 2008. É dele igualmente a iniciativa da disseminação do conhecimento gerado pelas duas instituições por meio da criação das editoras Sesi-SP e Senai-SP e pela implantação do Sistema Sesi-SP de Ensino, oferecido à rede pública e privada.

Em 2014, Vicioni lançou-se candidato a deputado federal pelo PMDB empunhando a bandeira da educação como meio para alavancar o desenvolvimento socioeconômico. Em quatro meses de trabalho e com recursos mínimos conseguiu 54.134 votos, número insuficiente para ser eleito apesar de ter sido o terceiro mais votado do partido. Esse saldo ele pretende resgatar este ano ao sair candidato a deputado estadual. “Com tudo o que está acontecendo é mais do que necessário termos na política pessoas comprometidas com o bem comum, capazes de delinear e executar um planejamento estratégico focado no desenvolvimento do Estado e não empenhadas em defender interesses particulares. Pretendo ser um rebelde na Assembleia.”

Walter entende que a educação tem de ser um programa de País e não de um governo. Se eleito, pretende exercer uma gestão compartilhada, criando canais diretos com seus eleitores para que eles possam opinar. “Quero pôr em prática o conceito de representatividade, sem toma lá dá cá, olhando para o Estado que a gente quer construir.”

Sobre

Walter Vicioni é diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP, diretor da Faculdade SESI-SP de Educação, licenciado até 07/10/2018. É membro reeleito do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


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